Domingo partimos. E vamos passar por todos os locais abaixo postados - Atacama (Chile), Titicaca(Bolívia/Peru), Salar de Uyuni (Bolívia) e Machu Picchu (Peru), não necessariamente nesta ordem, tanto nas fotos como no nosso roteiro, já que começamos de Lima, Peru, e vamos descendo até os confins desérticos do Atacama.
A expectativa também é grande para conhecer algumas particularidades biológicas e geográficas locais que já geraram curiosidades em qualquer pessoa que já tenha assistido Globo Repórter, Discovery Channel e desenhos animados. Uma delas são os gêiseres.
Os gêiseres habitam o imaginário da maioria dos filhos da década de 80, contumazes telespectadores das ociosas tardes vespertinas de desenhos animados do SBT, as quais culminavam nos derradeiros episódios de Chaves que, por mais que repetidos diariamente desde 1983, nunca se encontrarão no ostracismo das mentes hoje adultas que acompanhavam fielmente todos os seus episódios.
Os desenhos da Warner se figuram entre os mais tradicionais e saudosos. A malandragem de Pernalonga, a ingenuidade de Gaguinho, a tagalerice de Patolino e a impaciência de Eufrazino de certo ajudaram a formar parte da personalidade dos infantes que dia-a-dia os assistiam. Mas não esqueçamos dos gêiseres, e dos motivos destes ainda habitarem as mentes dos marmanjos.
Todos crescemos vibrando com a deturpação das regras naturais da cadeia alimentar resumida nos frequentes fracassos do pobre Coiote Coió em suas vãs tentativas de almoçar o intrépido e versátil Papaléguas. Em inúmeros capítulos, o azarado canídeo, em sua sanha desvairada de se alimentar da ligeira ave azul, terminava sentado onde? Em um gêiser, cujo jorro de água quente o levava até as nuvens em um grito de desespero e dor que nos causava inocentes risadas. Todo o aparato tecnológico da ACME, como explosivos, foguetes, molas e buracos artificiais nunca impediram o triunfo do Papaléguas ao evitar de virar estatística alimentar e tampouco impediam a punição anal que o Coiote cotidianamente sofria.
Os gêiseres também eram comuns nos episódios do Pica-Pau - as punições da mesma forma, sendo a nova vítima o seu eterno rival, o Zeca Urubu, ou qualquer outro que resolvesse entrar no caminho da ave também azul e não menos fanfarrona que o Papaléguas.
Até para os mais novos os gêiseres semearam a curiosidade em suas mentes. A fuga dos gêiseres é um das cenas mais memoráveis de A Era do Gelo 2, por exemplo, onde o mamute Manny dela escapa heroicamente.
Os gêiseres são muito comuns no Atacama e na Bolívia. Certamente vamos encontrá-los em nosso caminho e, obviamente, registrar este encontro. Mais certo ainda é que não tentaremos imitar os vilões de nossa infância ao neles encostar nossos traseiros.
Outra peculiaridade que merecerá registro será o encontro com a famigerada lhama, este bisonho protagonista da fauna andina e também de "A nova onda do imperador", desenho relativamente recente da Disney. Merecerá sem dúvidas um post futuro, esta engembrada prima da ovelha.
Pois bem, aqui termina a enrolação do primeiro post escrito deste registro virtual. A expectativa também é que as atualizações vindouras sejam mais interessantes que esta tanto em sua forma como em seu conteúdo - e também em suas imagens, obviamente.

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